Tenho um cavalo tordilho, tratado no milho. Tem peito de aço Quando eu entro na cidade, eu deixo saudade. No lugar que paço Do couro de um boi de rento, tirei quatro tento. E trancei um laço O cipó não arrebenta, o matungo agüenta. Os pialos por baixo
Fui ser peão de boiadeiro, de um fazendeiro. Muito ricaço Ganhando muitos cruzeiros, logo meu dinheiro. Fui guardando os maços Pra pegar mestiço arisco, minha vida arrisco. Mas não embaraço Eu sou peão corajoso, se o boi for teimoso Eu pego de braço
A filha do meu patrão, era um botão De uva no cacho Mostrava delicadeza, essa grande beleza Com desembaraço Um dia essa malvada, ao descer a escada De um lindo terraço Encostou-me seu rostinho, e com muito carinho Me pediu um abraço.
Daquele dia em diante, esse lindo semblante Me trouxe um fracasso Lacei muita vaca arisca, mas essa mestiça Me em bramou no laço Pedi ela em casamento, no consentimento O velho disse eu faço Foi a melhor laçada, que das embocadas Trouxe o cacho cacho
Compositor: Dino FrancoPublicado em 2018 (27/Nov) e lançado em 2004 (03/Dez)ECAD verificado fonograma #17635491 em 28/Out/2024 com dados da UBEM