Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão
Oh que saudade do luar da minha terra Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão Este luar cá da cidade tão escuro Não tem aquela saudade, do luar lá do sertão!
Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão
Se a lua nasce por detras da verde mata Mais parece um sol de prata, prateando a solidão E a gente pega na viola que ponteia E a canção e a lua cheia, a nascer no coração
Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão
Coisa mais bela neste mundo não existe Do que ouvir o galo triste no sertão se faz luar Parece até que a alma da lua é quem diz "canta"! Escondida na garganta deste galo a soluçar
Ah, quem me dera eu morresse la na serra! Abraçado á minha terra de domingo de uma vez Ser enterrado numa grota pequenina Onde á tarde, a sururina chora a sua viuvez
Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão Não há, ó gente, oh! não, luar como esse do sertão!
Compositor: Catulo da Paixao Cearence (Catulo da Paixao) (UBC)Editor: Fermata (UBC)Publicado em 1997 (10/Abr) e lançado em 1997 (01/Mar)ECAD verificado obra #2013726 e fonograma #569844 em 12/Abr/2024 com dados da UBEM