Eu tenho é reclamação Das muié de hoje em dia Tem muita muié casada Ligeira na mestrancia
Aprendendo nas novelas Que só mostra porcaria Pula a cerca do mangueiro E some na camparia
E se o marido, coitado Der só um pulinho errado Ela já tá de bote armado Que nem cobra na rudia
Quando ela sai com o marido Cuja única serventia É só servir de fachada Pras suas estripulia
Enquanto ele joga um truco Hora zape, hora espadia Ela junta com as amiga Na completa culundria
Chega uma pinga no trouxa Suspende a saia pra coxa E já aparece a vaca roxa Misturada com as nuvia
Tenho sodade é do tempo Que o cipó ainda valia Quando a muié tretava Que o marido descobria
Cortava um cipó São João E logo a guasca comia Quatro ou cinco lambada Ela já pegava a tria
Hoje basta ter vontade Que é chamado de covarde Deixa a muié à vontade Dorme na delegacia
Esse mundo vai findar Iguar o meu vô dizia Que haverá de vim um tempo De virá tudo anarquia
Das muié mandá nos home Montada na valentia Por isto é que eu não casei De pura veiacaria
Sozinho no meu cantinho Eu aprendi viver sozinho Vendo a barba do vizinho Da maneira como ardia
Compositor: Jose das Dores Fernandes (Ze Mulato) (AMAR)Publicado em 2005 (18/Mai) e lançado em 2005 (01/Mai)ECAD verificado obra #774351 e fonograma #853775 em 13/Abr/2024 com dados da UBEM