Eu recebi uma insulta Esse cara não me escapa Aquele que pinta o sete Logo cedo leva tapa Já rolei boi na poeira Fazendo pega sem capa Agora vou impor respeito Vou pegar o tal sujeito E riscar ele do mapa
Em todas as festas que eu chego Sou o dono da barraca No jogo não perco ponto Minha bola é na caçapa Quando eu entro num catira Bato o pé no corta jaca Violeiro que eu vi perdendo De raiva ficou mordendo Que nem cobra jararaca
Forgazão comigo estica Que nem corda de bruaca Na viola ninguém me vence Nem a custa de mandraca O meu grande repertório A minha fama destaca Já correu o brasil inteiro O meu vulgo é violeiro Que não pega urucubaca
No dia que eu bebo um pouco Pra curar minha ressaca Monto de cara pra trás Corto o redomão na taca Num fandango de violeiro Não entro com moda fraca Eu faço as corda gemer Violeiro que me ofender Da murro em ponta de faca
Compositores: Adauto Ezequiel (Carreirinho) (SBACEM), O OliveiraEditor: Madrigal (ABRAMUS)Publicado em 2009 (15/Jul) e lançado em 1979 (30/Jan)ECAD verificado obra #3208289 e fonograma #1557388 em 11/Abr/2024 com dados da UBEM