Quando o barco sente que dá Pescador sente que é A maré que sorria pra nós Era nós que sorria, maré
Quando o barco sente que há O açoite da água no casco O vento que inté repiava Os cabelos, contornos do braço
Quando a coisa que eu mais tinha medo Tava perto de realizar Era tarde demais pra correr Era cedo demais pra ficar Era monstro ancestral que cobria Era areia que forma tomava Era fome que a seca trazia Era seca que a fome ninava
Vê lá, eu só quero andar por cima Do mar de roça que um dia ei de plantar
Compositor: Paulo RodrigoPublicado em 2010 (29/Out) e lançado em 2011ECAD verificado fonograma #1824584 em 16/Mai/2024