Fui a emergência de um hospital Levando um amigo que passava mal E teve que ficar na enfermaria E na aplicação do medicamento Começou o meu maior sofrimento Vendo a enfermeira e o que ela fazia
Pegava a seringa com tanto carinho Procurava a veia bem devagarinho Nem uma furada perdida ela deu Desejei ser vítima daquela seringa E exclamei com cara de quem bebeu pinga Porque que o doente meu Deus não sou eu
Aquela enfermeira que eu vi usar Tanta paciência com o paciente Nem ficou sabendo que me fez ficar Doente de vontade de ficar doente
Se era comprimido botava na boca Aí eu pensava de cabeça louca Mas ah se comigo ela fizesse assim Tudo ela fazia delicadamente E me deixava doido pra ficar doente Somente pra tê-la cuidando de mim
Eu de tanto olha-la quase os olhos seco O que se escondia naquele jaleco Vai ficar comigo para a vida inteira O meu amigo nunca mais adoeceu Tá feliz da vida e até hoje eu Estou apaixonado pela enfermeira Não penso noutra coisa só na enfermeira
Compositor: Paulo de IguatuPublicado em 2022 (29/Dez)ECAD verificado fonograma #36886795 em 14/Jun/2024 com dados da UBEM