Ai, deixa-me chorar Para suavizar O que eu não sei dizer Mas sei sentir
Não prantear um amor que se perdeu É a nossa alma enganar E ao próprio coração querer mentir
Rir é quase iludir É querer forçar O próprio coração A gargalhar
Quando ele está solitário na dor A soluçar de amor
É mais sublime A lágrima que exprime As nossas emoções Amenizando A alma cheia de ilusões Do que sorrir Para esconder a mágoa Que o olhar não diz Não há ninguém feliz
Quero fazer das lágrimas que choro Estrelas a brilhar Rosas de cristal Do pranto emocional
Mas se ela voltar Pungente diadema Então lhe ofertarei Do pranto que eu chorei
Sim, quem nunca chorou Certo nunca amou Talvez nem alma tenha para sentir
Não me faz inveja esse prazer É gosto até de padecer Chorar e a mágoa em pérolas diluir
Mas quem quiser amar Certo de há de chorar Há de sentir morrer o coração
Porque o amor sendo belo falaz Comos os ais Se desfaz em ilusão
Compositor: Candido das Neves (Candido Neves) (AMAR)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)ECAD verificado obra #285876 e fonograma #266727 em 07/Abr/2024 com dados da UBEM