A pele negra reluziu na madrugada Quando a lua prateou a escuridão E os sons dos atabaques ecoaram Pelos cantos do Brasil, imensidão
E um raio risca o céu na madrugada E Xangô me faz pensar na criação Um trovão me trás de volta a batucada Dos quilombos no tempo da escravidão
Negro, teu samba tem seu sangue E em toda parte do Brasil o teu suor Nas caatingas, cerrados e nos mangues A esperança de um mundo melhor
Bate negro no pandeiro a tua luta Bate firme no tambor a marcação E o povo brasileiro não disfruta Da sonhada liberdade nesse chão
Bate negro a mão no couro do repique Palafitas, pau à piques, litorais Bate negro a mão na cara do inimigo Bate o ponto para os nossos Orixás
Pois o samba nasceu do sofrimento Nasceu em protesto a tua dor No fundo do quintal junto ao terreiro O samba brasileiro e o teu clamor
Compositores: Bruno Ribeiro, Eduardo Conegundes de Souza (Edu de Maria) (ABRAMUS)Publicado em 2008 (08/Jan) e lançado em 2008 (02/Mar)ECAD verificado obra #7820649 e fonograma #1324842 em 04/Mai/2024 com dados da UBEM