Ben Affleck quebrou o silêncio sobre o divórcio de Jennifer Lopez e sobre se algum motivo especifico teria causado essa nova separação entre os dois (Foto: John Shearer/Getty Images for The Recording Academy). O assunto foi abordado durante uma entrevista do ator à revista GQ, na qual ele é capa da nova edição.

Na conversa, Affleck falou sobre sua participação no documentário de J.Lo, "A Maior História de Amor Nunca Contada", lançado pela Prime. O ator foi questionado sobre uma determinada cena em que aparece "respirando fundo" e possivelmente pensando 'Aí vamos nós de novo' [expressão citada pela própria jornalista que o entrevistou], mas se conformando em estar na produção devido ao amor pela cantora.

"Parte disso foi: 'Ok, se eu vou participar disso, quero tentar fazer de um jeito honesto e de uma maneira interessante'. Porque achei que era uma análise interessante. Como mencionei antes, há muitas pessoas que, na minha opinião, lidaram com a fama de forma mais habilidosa e sagaz do que eu—a Jennifer está entre elas. Meu temperamento é ser um pouco mais reservado e privado do que o dela. E, como acontece nos relacionamentos, nem sempre você tem a mesma postura em relação a essas coisas", disse Affleck.

"Então, pensei: 'Ah, isso é interessante, porque como se concilia isso?' Porque exatamente o que você disse é verdade. Eu amo e apoio essa pessoa. Eu acredito nela. Ela é incrível. Quero que as pessoas vejam isso. E acho que a coisa que mencionei naquele documentário, ou pelo menos a parte que usaram, foi quando eu disse: 'Você não se casa com um capitão de navio e depois diz: 'Bem, eu não gosto de sair para o mar.' Você precisa assumir o que sabia ao entrar em qualquer relacionamento. E acho importante dizer que isso não foi a causa de uma grande ruptura. Não é como se alguém pudesse assistir àquele documentário e dizer: 'Ah, agora eu entendo os problemas que esses dois tinham'", continuou ele.



Sobre a separação em si, apesar de rumores sobre essas difetentes personalidades entre os dois, Affleck explicou: "Acho que há uma tendência a olhar para términos e querer identificar causas raízes ou algo assim. Mas, sinceramente, como eu disse, a verdade é muito mais cotidiana do que as pessoas provavelmente acreditariam ou achariam interessante".

"Não há escândalo, novela ou intriga. A verdade é que, quando você pergunta para alguém: ‘Ei, o que aconteceu?', não existe um ‘Aconteceu isso'. É apenas a história de pessoas tentando entender suas vidas e relacionamentos, do jeito que todos nós normalmente fazemos. E conforme você envelhece – pelo menos para mim, e imagino que para a maioria das pessoas também – não há um ‘Fulano fez isso' ou ‘Foi isso o que causou tudo'. Na verdade, soa mais como uma sessão de terapia de casal, e, sinceramente, as pessoas param de prestar atenção na terapia de casal de outra pessoa depois de um tempo. Porque chega um ponto em que você começa a perceber: ‘Certo, claramente essa pessoa tem essas questões. Claramente a outra tem essas questões.' E a razão pela qual não quero compartilhar isso é que é meio constrangedor. Parece vulnerável", acrescentou.