Kanye West - Yeezus

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Em "Yeezus", Kanye surpreendeu novamente. Primeiro, pelo lançamento quase que de surpresa e, depois, ao revelar que o CD não teria nenhuma arte - a não ser por um adesivo na caixa com o nome das faixas.
Mas onde ele realmente mostra que está a um passo da concorrência é quando ouvimos o disco e notamos que, mais uma vez, ele deu uma guinada radical em sua sonoridade.
"Yeezus" é áspero, seco, beirando o abrasivo e bem longe do pop radiofônico - um crítico disse que conseguiu pegar o som de rock industrial patenteado pelos Nine Inch Nails e reinventá-lo em um novo contexto, e ele provavelmente está certo. Mas, apesar disso, o trabalho é paradoxalmente acessível.
O CD é curto é grosso. 10 faixas em pouco mais de 40 minutos, sem "featurings" desnecessários ou vinhetas que só servem para encher linguiça. Ou seja, o rapper conseguiu subverter novamente sua fórmula, algo que ele já tinha feito brilhantemente em "My Beautiful Dark Twisted Fantasy", o álbum anterior, e vai fazer a concorrência correr atrás dele mais uma vez.
Naturalmente, ele se cercou de gente talentosa para a empreitada - Daft Punk, Justin "Bon Iver" Vernon e Lupe Fiasco são apenas alguns deles. Mas a visão final é claramente a do rapper, que fez um disco tão interessante que é possível passar sem problemas pelas pataquadas e bravatas que vira e mexe ele dispara durante o álbum. Moral da história? Talvez um dia Kanye West pague por falar mais do que a boca, mas ainda não foi desta vez.
Ouça "New Slaves", do álbum "Yeezus", ao vivo no Saturday Night Live:
KT Tunstall - Invisible Empire // Crescent Moon

Muitos artistas, quando se veem nessa situação, resolvem apelar, indo atrás do produtor da moda, ou fazendo de tudo para voltar a vender milhões. Para o nosso bem, KT foi por outro caminho e resolveu simplesmente seguir os seus instintos e fazer o disco que estava em seu coração.

O acompanhamento é esparso e sua voz mostra-se cada vez melhor. É bem capaz que o disco venda menos ainda que o disco anterior (que chegou às 800 mil cópias no Reino Unido, ou seja, bem longe do que chamamos de "fiasco"), mas, artisticamente, este é muito provavelmente o seu melhor álbum e mostra que ela é muito mais que os hits que a definem, "Suddenly I See" e "Black Horse And The Cherry Tree".
Confira "Feel It All" com KT Tunstall, presente no álbum "Invisible Empire // Crescent Moon":
Goo Goo Dolls - Magnetic

Menos gente ainda deve saber que o grupo começou na década de 80 fazendo um som que estava mais para o "punk 77" ou o rock alternativo praticado por bandas como os Replacements, do que o pop radiofônico que a tornou famosa anos depois. De qualquer forma, mesmo mudando um pouco seu som, eles foram em frente e até hoje estão aí.
"Magnetic" é o décimo álbum desta sempre simpática banda. São 11 faixas simples e perfeitas para tocar no rádio, filmes ou seriados televisivos. E mesmo sem ter nenhuma canção com o potencial de "Iris", o trabalho deve fazer sucesso. O fato de ele ter estreado no top 10 americano só comprova isso.
Ouça "Rebel Beat com os Goo Goo Dolls, presente no álbum "Magnetic":
Hanson - Anthem

Entre esses temos o AC/DC, bandas como o The National ou Magic Numbers (que contam com dois pares de irmãos em sua formação) e o Hanson, que mais de 15 anos depois do sucesso de "MMMBop" ainda está por aí lançando esse que já é o seu nono álbum de estúdio.

Quem seguiu acompanhando a carreira deles já sabe disso. Se esse não é o seu caso, vale a pena correr atrás do tempo perdido com este "Anthem" que, mesmo não sendo o melhor disco deles, é suficientemente interessante para despertar a curiosidade para os outros álbuns recentes dos já nem tão garotos.
Ouça "Get The Girl Back" com o Hanson, presente no álbum "Anthem":
Kelly Rowland - Talk a Good Game

Tomemos seu disco anterior como exemplo. "Here I Am" estreou no terceiro lugar da parada, mas seis meses após seu lançamento ele não tinha ainda passado das 180 mil cópias vendidas, um número nada desprezível, mas muito longe dos atingidos por, digamos, Beyoncé, sua antiga companheira de Destiny's Child.

Confira "Gone" com Kelly Rowland, do álbum "Talk a Good Game":