Ai que tremendo sururu No gurufim Do Tio Sam Fedeu Baita banquete de urubu O que pintou de ave de rapina transbordava o Murundu.
Nego entornando caracu Durim-durim O bambambã Nem viu Quando um cavalo de Omulu Num transe bem chinfrim surrupiou o mocassim do bom samu.
A calça foi parar na mão de um cigano, O paletó virou butim de um chicano, A cartola no baú de um cubano, Um cucaracha puxou samba Meio à bangú Um bloco cru Cantava a mil:
“ Salve o rei que partiu pobre e nu! Salve o rei que baixava o bambu! Salve o nobre final Desse maioral!”
“ Salve o rei que se achava imortal E acabou feito um jeca-tatu! Salve o cara-de-pau Que hoje morre nú!”
O prepotente Sam tombou na tumba Pensando que o meu samba fosse rumba Nem deu para conhecer a batucada Morreu sem manjar nada de macumba e tamborim.
Compositores: Carlos Rodrigo Hue Ribeiro de Lessa (Rodrigo Lessa) (ABRAMUS), Mauro Martins de Aguiar (Mou Aguiar) (ABRAMUS)Editores: Nossamusica Phonografica (ABRAMUS), Rob Digital (ABRAMUS)Publicado em 2004 (12/Nov) e lançado em 2004 (31/Ago)ECAD verificado obra #1258023 e fonograma #805360 em 12/Abr/2024 com dados da UBEM