Subi o rio Ivinhema Numa canoa de remo Fui caçar no Gato Preto Um lugar bão que só vendo Levei a minha dois canos E meu cachorro veneno
Soltei no rastro de onça O bicho saiu fervendo Meu cachorrinho é sem raça Mas pra levantar uma caça Pra ele é café pequeno
Dando sinal de levante Entrou na mata fechada De repente lá no alto Ele deu uma barruada Eu falei pro companheiro É onça e das bem criadas
Minha espingarda tem bala Fico firme na cilada O senhor é de coragem Vai esperar na passagem No corredor da picada
O Zé Pedro é desses homens Que não deixa pra depois Ergueu a traia nas costas E já saiu no pé dois Dizendo cercar a onça Muito apressado ele foi
A onça, ele ainda disse Vive só comendo boi Sabendo desta façanha Me interessei pela banha Pra temperar meu arroz
A corrida foi embora Descambou no espigão Eu até fiz um cigarro Descansei sobre o garrão De repente foi voltando Rodeou pelo capão
Meu cachorro começava Um sinal de acuação Gritei assim pro Zé Pedro Vou tirar o couro mais cedo Da rainha do sertão
Ele veio ao meu encontro Pra ir no pé da pintada Meu facão de aço puro Foi abrindo uma picada De longe avistei a onça Por de trás de uma ramada
Ele deu um tiro nela Ela foi nele de unhada Pra terminar meu enredo Matei ela pro Zé Pedro E o resto eu não conto nada
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositores: Jose Dias Nunes (Tiao Carreiro) (UBC), Osvaldo Franco (Dino Franco) (ABRAMUS)Editor: Latino Editora Musical Ltda. (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)ECAD verificado obra #66047 em 10/Abr/2024 com dados da UBEM