(Ribeirão, ribeirão, ribeirão) Não se cansa de correr Dia e noite sem parar Vem de lá das cabeceiras Vem rolando nas pedreiras Caminhando para o mar
Corta vale e dobra a serra Descrevendo pela terra Um destino, uma missão Numa estrada andejante Lado a lado uma vazante Coberta de plantação
Suas águas borbulhando Muitos peixes marulhando Em maredas de arrebol Branca espuma flutuante Que nem flores radiante Se abrindo para o Sol
Ribeirão, ribeirão, ribeirão Onde o gado mata a sede E um caboclo estende a rede E um anzol para pescar E parece que na sua correnteza Nasce a voz da natureza No sertão pra murmurar
Passando a nuvem chuvosa Se quebra no ribeirão E as águas furiosas Vão criando turbilhão
(Os barrancos vão caindo soterrando igarapé E as águas invadindo as moradas de sapé Os barrancos vão caindo soterrando igarapé E as águas invadindo as moradas de sapé)
Ribeirão, ribeirão, ribeirão
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositor: Manoel Bruno Linhares (Bruno Linhares) (SICAM)Editor: Editora e Importadora Musical Fermata do Brasil Ltda (UBC)Publicado em 2004 (25/Mai)ECAD verificado obra #1881860 e fonograma #840551 em 29/Out/2024 com dados da UBEM