Eu tenho a boca que arde como o sol O rosto e a cabeça quente Com Madalena vou-me embora E agora ninguém vai pegar a gente
Dei minha viola num pedaço de pão Um esconderijo e uma aguardente Mas um dia eu arranjo outra viola E na viagem vou cantar pra Madalena
Não chore não querida, esse deserto finda Tudo aconteceu e eu nem me lembro Me abraça minha vida, me leva em seu cavalo Que logo no paraíso chegaremos
Vejo cidades, fantasmas e ruínas A noite escuto o seu lamento São pesadelos e aves de rapina No sol vermelho do meu pensamento
Será que eu dei um tiro no cara da cantina? Será que eu mesmo acertei seu peito? Vamos voando minha Madalena O que passou, passou, não tem mais jeito
Naquela sombra vou armar a minha rede E olhar os solitários viajantes Beber, cantar e matar a minha sede Lá longe onde tudo é verdejante
Não chore não querida, esse deserto finda E tudo aconteceu e eu nem me lembro Me abraça minha vida, me leva em seu cavalo Que logo no paraíso estaremos
O padre vai rezar uma prece tão antiga Domingo na capela da fazenda Brinco de ouro e botas coloridas Nós dois aprisionados nesta lenda
Ouço um trovão e penso que é um tiro A noite escura me condena Não sei se vivo, morro ou deliro Depressa pegue a arma, Madalena
Tem uma luz por traz daquela serra Mira, mas não erra minha pequena A noite é longa e é tanta terra Poderemos estar mortos n'outra cena
Não chore não querida, esse deserto finda Tudo aconteceu e eu nem me lembro Me abraça minha vida, me leva em seu cavalo Que logo no paraíso dançaremos
Não chore não querida, esse deserto finda Tudo aconteceu e eu nem me lembro Me abraça minha vida, me leva em seu cavalo Que logo no paraíso chegaremos
Compositores: Jacques Levy (BMI), Robert Dylan (SESAC)ECAD verificado obra #909455 em 03/Abr/2024 com dados da UBEM