Falado O tempo passou E ainda me lembro com muita saudade Da igrejinha de barro Que papai construiu lá na fazenda No campo missionário
Eu vi meu pai erguer a igreja na fazenda Não tinha renda, tinha amor no coração Entrelaçando as madeiras e as ripas E com o barro fazia a construção De alvenaria era só uma parede Era de taipa, muito humilde, barrador Não tinha casa, não tinha gente ali por perto Mas à noitinha, a igrejinha era uma festa
Eram seis bancos de madeira envelhecida Tinha festa, tinha vida, fazendeiro e união Um lampião de gás no meio da igreja E Jesus era a alegria daquele povo do sertão
Mãos calejadas com o trabalho lá do campo Rosto rachado pelo sol do meu sertão Tomando água da cacimba, e do odre Louvando a Deus e recebendo o ganha pão Todo cansaço eles deixavam no roçado Com pés descalços vinham lá da plantação Mas à noitinha a igrejinha se animava E adorava a Jesus de coração
Eram seis bancos de madeira envelhecida Tinha festa, tinha vida, fazendeiro e união Um lampião de gás no meio da igreja E Jesus era a alegria deste povo do sertão
Compositor: Elizeu Moraes Gomes de Oliveira (Eliseu Gomes) (UBC)Editor: Prisma Fernandes (ABRAMUS)Publicado em 2005 (17/Ago) e lançado em 2005 (10/Set)ECAD verificado obra #34968496 e fonograma #898911 em 02/Abr/2024 com dados da UBEM