O sol queima a retina Como espinho venenoso O mato cresce e engrossa E gente morre o tempo todo Cada rolê, cada função É uma odisseia no espaço urbano Subjetivando a manutenção adequada na sagrada Sanidade mental Toda a correria visa sempre a sobrevida Todo tempo, todo mundo Invade uma bastilha
Chupando a pastilha, o Pm ajeita o coldre O medo da desordem atinge sempre que não soube Se virar, pra procurar, pra encarar, pra desarmar a bomba H Invariavelmente a vida exige sapiência, paciência, uma dose de ciência Tem que ser Macgiver pra escapar dessa prisão sem muro Vigiada incessantemente por gente descente Fiscal da conduta geral com uma arma engatilhada e o dedo tremulante E o estrabismo moral pra enquadrar qualquer passante
A sociedade organizada contra toda indiferença Raça, credo, afeto, casa corpo, ideia e renda Entenda, já dizia Kieslowiski A fraternidade é vermelha A velha ideia clara em evidência Nesse prédio não tem saída de emergência
Compositores: Daniel Santos Amorim, Giovani Tapia Lima (Dom Bugre) (ABRAMUS)Publicado em 2021 (27/Ago)ECAD verificado obra #39264949 e fonograma #43697355 em 28/Mai/2024 com dados da UBEM