No tempo da mocidade eu trabalhei de carreiro Com oito bois reforçados e também muito ligeiro, O sertão da Bernardina fui eu quem cruzou primeiro Subindo serra e descendo Lavando carga e trazendo de janeiro e janeiro!
A junta do cabeçalho, o “Letrado” e o “Faceiro”, Me dava muita firmeza na descida do changueiro Eu fui um rapaz de gosto e falo sem exagero Quando por lá eu passava Uma cabocla me olhava sempre de olhos morteiros.
Mais o tempo foi passando, o destino é traiçoeiro Fiquei velho de repente sem patrão e sem dinheiro, Quanto o tempo carreei nunca tive candeeiro Meu grito de ôla, ôla Ficou embargando a toa no chão do meu sul mineiro.
Não vi mais meu velho carro, estimado companheiro Por certo apodreceu, lá no fundo do mangueiro A boiada foi pro corte nas mãos de algum açougueiro Pra dizer bem a verdade, Só resta mesmo a saudade matando esse carreiro!
Compositores: Jose Osvaldo, Osvaldo Franco (Dino Franco) (ABRAMUS)Editor: Latino Editora Musical Ltda. (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 1988 (22/Fev) e lançado em 1988 (01/Mar)ECAD verificado obra #164845 e fonograma #575536 em 11/Abr/2024 com dados da UBEM