Meu pai deixou este mundo Quando eu era molecote Um sítio de dez alqueires Ele me deixou de dote o fazendeiro vizinho Por nome José Benote Pra tomar o meu terreno Começou fazer boicote o danado fazendeiro Me passou diversos trotes Por falta de experiência Eu levei muitos calotes
Eu dei quatro bois de carro Em troca de um garrote Dois burros e um arado Eu troquei por um serrote troquei um trator de esteira Por um cavalo de trote Cheguei trocar duas vacas Por um galo e um corote todo terreno que eu tinha Eu dei em troca de um lote Até que fiquei sem nada No meu rancho de barrote
O homem era valente Me chamava de frangote E se eu fosse reclamar Apanhava de chicote mas o tempo foi passando Quero que vocês anote Como faz a cascavel Resolvi dar o meu bote fugi com filha dele O italiano deu pinote Parecia uma pantera Quando perde seu filhote
Eu agora sou casado Já não sou mais um pixote Faço parte da família E vivo de camarote eu que mando na fazenda Não dou bola pro velhote Tenho dinheiro no banco E até ouro em lingote pra deixar o velho bravo Gosto de fazer fricote De usar cordão de ouro Tenho calo no cangote
De pobre fui a riqueza Compro e vendo garrote Ando cheio do dinheiro Tenho jóias no malote quando eu era um coitadinho Me fizeram de coiote Mas agora eu mato a sede Na água fresca do pote eu fiz um grande negócio Naquele belo pacote Deixei falando sozinho O meu sogro Zé Benote
Compositores: Francisco Fornasiero (Nho Chico) (AMAR), Osvaldo Franco (Dino Franco) (ABRAMUS)Editor: Latino Editora Musical Ltda. (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2005 (18/Fev) e lançado em 1999 (10/Abr)ECAD verificado obra #656102 e fonograma #843031 em 07/Abr/2024 com dados da UBEM