Não quero ser malcriado Não gosto de grosseria Mas continuar calado Eu acho que é covardia Tem cantador por aí Fazendo estripolia
Vou entrar no jogo bruto Com esses caras fajutos Que negam os estatutos Da própria categoria
O poeta sertanejo Com sua filosofia Ele mostra a natureza Através da poesia Poeta fala de amor E não de pornografia
Quem quer alcançar a meta Deve andar em linha reta Poeta que é poeta Não escreve porcaria
Há um tipo de canção Que já nasce em agonia É como fogo de palha Sucesso dura poucos dias A moda sofisticada Caboclo não aprecia
A canção tem que ser pura Sem desvio e sem rasura Sertanejo não mistura Macarrão com melancia
Cada coisa em seu lugar Cada santo tem seu dia A casa sem alicerce Não agüenta ventania A música sem origem É fraca, vulgar e fria
Ainda se vê bastante Cantador ignorante Esperando o elefante No carreiro da cotia
Uma praga estrangeira Em forma de melodia Contagiou muitas duplas De pouca sabedoria Mas eu creio nos caboclos Que tem a mente sadia
Neste verso derradeiro Digo ao meu companheiro Violeiro que é violeiro Não canta desarmonia
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositores: Francisco Fornasiero (Nho Chico) (AMAR), Osvaldo Franco (Dino Franco) (ABRAMUS)Editor: Latino Editora Musical Ltda. (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 1998 e lançado em 1993ECAD verificado obra #44685 e fonograma #3093275 em 07/Abr/2024 com dados da UBEM