A fazenda Itapixé Já foi canto de pousada Dos peões mais arrojados Nos transportes de boiada
Ali quando fui mocinho Vi comitiva pesada Cargueiro, berrante e laço Tropa xucra de repasso Distração da peonada
Quem viu o que eu já vi Buscando uma arribada Sabe que um peão do campo Tem sua vida arriscada
O laço tem que ser forte A ilhada bem reforçada Precisa muito cuidado Quando um mestiço alongado Se esconde na invernada
Zé Vicente, o grande chefe Um dia de madrugada Vestiu seu traje de festa Pra sair numa jornada
Despediu de seus amigos De sua família amada Deixando mágoa sentida Foi descansar desta vida Na derradeira morada
Hoje a velha Itapixé Vive quase abandonada Não se ouve mais no pasto O berro da bezerrada
Eu também mudei de rumo Segui outra caminhada Adeus peões que ficaram Adeus Carmo do Rio Claro Adeus canto da pousada
Tocando a boiada uê, uê, uê boi Eu vou cortando estrada, uê boi
Compositores: Maria Aparecida de Mello Takahashi (Aparecida Mello) (SICAM), Osvaldo Franco (Dino Franco) (ABRAMUS)Editor: Panttanal (SOCINPRO)Publicado em 2014 (28/Jan) e lançado em 1986 (30/Jan)ECAD verificado obra #2491111 e fonograma #4021315 em 07/Abr/2024 com dados da UBEM