Eu vejo lá bem distante Os papagaios voando Cada vez indo pra longe O sertão estão deixando
Fugindo da mão do homem Outro habitat buscando Periquitos e araras Também vão se retirando
A raposa espreita tudo Desconfiada olhando E o homem sem piedade Cruelmente vai matando
Caçador, caçador Com você estou falando Não mate a fauna e a flora Quero vê-las procriando
Muito triste a mata chora A morte da passarada Os campos virando cinza Com a fúria da queimada
Na sombra da quixadeira Não se vê onça pintada Caititu se retirou Tá bem longe da baixada
Galho seco despencando Caindo lá da ramada O homem cortando tudo Em medonha derrubada
Roçador, roçador Não pegue mais empreitada Encoste a foice e o machado Evite fazer queimada
O sertão é um paraíso Paraíso de esplendor Mata virgem, céu azul E canário dobrador
Inhambu piando triste Quando a tarde furta-cor Os bichos todos fugindo Da mira do caçador
O riacho ainda chora A mata cheia de flor E o homem destruindo As obras do Criador
Predador, predador Olhai para o que restou Predador, predador Não mate o que Deus criou Não mate o que Deus criou
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositores: Osvaldo Franco (Dino Franco) (ABRAMUS), Tertuliano AmarillaEditor: Latino Editora (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2014 (06/Jan) e lançado em 2005 (02/Mai)ECAD verificado obra #7037207 e fonograma #4005458 em 29/Out/2024 com dados da UBEM