No rancho fundo Bem pra lá do fim do mundo Onde a dor e a saudade Contam coisas da cidade No rancho fundo De olhar triste e profundo Um moreno canta as "mágoas" Tendo os olhos rasos d'água
Pobre moreno Que de noite no sereno Espera a lua no terreiro Tendo um cigarro por companheiro Sem um aceno Ele pega na viola E a lua por esmola Vem pro quintal desse moreno
No rancho fundo Bem pra lá do fim do mundo Nunca mais houve alegria Nem de noite nem de dia
Os arvoredos Já não contam mais segredos E a última palmeira Já morreu na cordilheira
Os passarinhos Hibernaram-se nos ninhos De tão triste esta tristeza Enche de trevas a natureza
Tudo porque Só por causa do moreno Que era grande, hoje é pequeno Pra uma casa de sapê Se Deus soubesse Da tristeza lá da serra Mandaria lá pra cima Todo o amor que há na terra
Porque o moreno Vive louco de saudade Só por causa do veneno Das mulheres da cidade
Ele que era O cantor da primavera E que fez do rancho fundo O céu melhor que tem no mundo
Se uma flor desabrocha E o sol queima A montanha vai gelando Lembra o cheiro da morena
Compositores: Ary Evangelista Barroso (Ary Barroso) (ABRAMUS), Lamartine de Azeredo Babo (Lamartine Babo) (UBC)Editores: Editora Aquarela do Brasil Ltda (ABRAMUS), Mangione & Filhos (ABRAMUS)Publicado em 2014 (10/Dez) e lançado em 2015 (10/Jan)ECAD verificado obra #27677611 e fonograma #11195796 em 28/Out/2024 com dados da UBEM