A noite na enseada fazia calor Havia barcos e navios sob um céu sem cor Corremos pelo convés para dar cabine e constatar Que os mares são escuros pro farol iluminar
Mas ficamos excitados em poder viajar Não importa o destino, serve pra qualquer lugar Pra algum ponto perdido em algum canto do mundo Desafiar o oceano E a ira de Netuno
REFRÃO Tudo isso um dia acaba, Pra de novo começar, Somos moldados A ferro e fogo
Com lunetas lá na proa enxergar novos amores E trancar lá no porão nosso medo e nossas dores Saber aonde fica a tal terra prometida Que vai nos dar o pão e curar nossas feridas
"- Todos a bordo !!" o comandante gritou; Suspender a ancora, A viagem começou; Somos bravos somos fortes nada pode nos parar Nem o vento nem a chuva nem os segredos do mar
REFRÃO Tudo isso um dia acaba, Pra de novo começar, Somos moldados A ferro e fogo
Venceremos os romanos e seus galeões Seu poder e sua glória jogar aos tubarões O vinho pra beber o vento pra impulsionar Singrar os sete mares e nunca mais voltar
Mas um dia a calmaria aos poucos se fez perceber Com seu silêncio traiçoeiro não nos deixou morrer Então as nuvens se uniram e o céu escureceu E o que a gente não queria de repente aconteceu
REFRÃO Tudo isso um dia acaba, Pra de novo começar, Somos moldados A ferro e fogo
Lá no alto Mar a tempestade desabou Entre raios e trovões nosso sonho afundou E nada mais restou além de um desejo insano De com apenas nossos braços cruzar o oceano
Cada um por si sempre preparado Estamos tão famintos que boiamos esgotados Mas quase afogando o desejo não termina Pois navegar a esmo Talvez seja a nossa sina.
REFRÃO Tudo isso um dia acaba, Pra de novo começar, Somos moldados A ferro e fogo
Compositores: Gustavo Adolpho de Souza Mullem (ABRAMUS), Karl Franz Hummel (SICAM), Marcelo Drumond Nova (UBC)Editor: Warner (UBC)Publicado em 1986 (01/Ago)ECAD verificado obra #1586835 e fonograma #7055 em 28/Out/2024 com dados da UBEM