Uns anjos tronchos do Vale do Silício Desses que vivem no escuro em plena luz Disseram: vai ser virtuoso no vício Das telas dos azuis mais do que azuis
Agora a minha história é um denso algoritmo Que vende venda a vendedores reais Neurônios meus ganharam novo outro ritmo E mais e mais e mais e mais e mais
Primavera Árabe – e logo o horror Querer que o mundo acabe-se Sombras do amor
Palhaços líderes brotaram macabros No império e nos seus vastos quintais Ao que revêm impérios já milenares Munidos de controles totais
Anjos já mi ou bi ou trilionários Comandam só seus mi, bi, trilhões E nós, quando não somos otários Ouvimos Shoenberg, Webern, Cage, canções…
Ah, morena bela Estás aqui Sem pele, tela a tela Estamos aí
Um post vil poderá matar Que é que pode ser salvação? Que nuvem, se nem espaço há Nem tempo, nem sim nem não Sim: nem não
Mas há poemas como jamais Ou como algum poeta sonhou Nos tempos em que havia tempos atrás E eu vou, por que não? Eu vou, por que não? Eu vou
Uns anjos tronchos do Vale do Silício Tocaram fundo o minimíssimo grão E enquanto nós nos perguntamos do início Miss Eilish faz tudo do quarto com o irmão
Compositor: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso (UBC)Editor: U N S (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2021 (31/Ago) e lançado em 3021 (31/Ago)ECAD verificado obra #31881163 e fonograma #32364315 em 11/Abr/2024 com dados da UBEM