Eu sou um senhor No elevador me chamam de senhor O garçom me pergunta: "O que vai querer, senhor?"
Gosto de ser um senhor O porteiro abre a porta para um senhor As pessoas cumprimentam um senhor Todo mundo respeita um senhor
E tenho muito pouco tempo E no meu tempo cabe sempre menos tempo O tempo de senhor é sempre muito pouco tempo
E tenho muito pouco tempo E no meu tempo cabe sempre menos tempo O tempo de senhor é sempre muito pouco tempo
Devo ser um senhor Eu tenho um carro de senhor Eu uso terno de senhor Sim senhor
Me chamam de senhor E quando gasto dinheiro, "o seu troco, senhor" E se deixo gorjeta dizem: "obrigado, senhor"
E tenho muito pouco tempo E no meu tempo cabe sempre menos tempo O tempo de senhor é sempre muito pouco tempo
E tenho muito pouco tempo E no meu tempo cabe sempre menos tempo O tempo de senhor é sempre muito pouco tempo
E estou sempre ocupado E ando sempre apressado Pois tenho um monte de trabalho Pra fazer valer o meu salário
Mas tenho o meu tempo ocioso Para gastar do jeito que for mais gostoso E posso ver televisão Deitado na cama, com o meu roupão
Um roupão de senhor No elevador me chamam de senhor O garçom me pergunta: "O que vai querer, senhor?" (...)
Compositores: Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho (Arnaldo Antunes) (UBC), Edgard Jose Scandurra Pereira (Edgard Scandurra) (UBC)Editores: Flerte Fatal (UBC), Rc (UBC)Administração: Pommelo Distribuicoes (UBC), Warner (UBC)Publicado em 2011 (21/Out) e lançado em 2011 (01/Set)ECAD verificado obra #5813236 e fonograma #2340412 em 13/Abr/2024 com dados da UBEM